Tatu-bola encontrado em Crateús renova esperança de preservação da espécie

20 jan / 16 10 : 12 h

Um tatu-bola foi encontrado no quintal da casa de agricultores da localidade Pau de Óleo, no município de Crateús (CE). Após encontrarem o tatu-bola, os agricultores foram orientados a encaminhar o animal aos cuidados da Associação Caatinga, organização não governamental de proteção ao bioma original do Nordeste e responsável pelo Programa de Conservação do Tatu-bola, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Em 2014 o tatu-bola atraiu os olhares do mundo para si como mascote da Copa do Mundo, mas a situação do mamífero segue preocupante. O animal típico da Caatinga aparece na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Nacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Em janeiro de 2015, outro tatu-bola foi resgatado na Reserva Natural Serra das Almas e encaminhado ao Zoológico de Brasília, onde um casal de tatus-bola é mantido em cativeiro onde são estudados a fim de preservar a espécie.

O gerente da Reserva, Thiago Vieira, afirma que a confiança popular no trabalho da instituição contribui para o desenvolvimento das ações de conservação da Caatinga. “A entrega desse tatu-bola à Associação Caatinga pela comunidade do entorno da RNSA é reflexo positivo do trabalho desenvolvido em prol da conservação do bioma. Fazemos a nossa parte com as ações de educação ambiental e desenvolvimento sustentável e a comunidade reconhece e colabora conosco”, ressalta Thiago.

O tatu-bola conta com um Plano de Ação Nacional para conservação (PAN), elaborado sob coordenação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e com o apoio da Associação Caatinga. Graças à parceria da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a Associação Caatinga implementa as ações prioritárias previstas no PAN para a conservação do mamífero.

“A conservação do tatu-bola traz impactos positivos para as outras formas de vida existentes na Caatinga. A execução das ações do PAN torna possível também a conservação de inúmeras outras espécies raras, endêmicas ou ameaçadas dos biomas Caatinga e Cerrado, além de contribuir para a mitigação de efeitos potencializadores do aquecimento global, combater a degradação e desertificação”, afirma Samuel Portela, coordenador de áreas protegidas da Associação Caatinga.

O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada para o tatu-bola.

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